Cultura presta homenagem aos 90 anos do artista Lafayette Galvão

7/13/2022

Cultura presta homenagem aos 90 anos do artista Lafayette Galvão

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O ator, dramaturgo, adaptador, letrista, diretor, autor de televisão e romancista Lafayette Galvão completaria, se estivesse vivo, 90 anos nessa semana. Para marcar a data, nesta sexta-feira, (15), às 16h, a família, junto a amigos e à Prefeitura de Pouso Alegre, por meio da Superintendência de Cultura, prestará uma homenagem ao artista no Cemitério Municipal, realizando aquele que seria seu último desejo: trazer seus restos mortais para Pouso Alegre.

Lafayette nasceu em Pouso Alegre no dia 12 de julho de 1931, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda jovem. Lá foi ator, escritor e roteirista, apaixonado pela sua profissão, dedicou décadas à sua carreira no teatro e televisão, entre personagens inesquecíveis e produções como: Dona Beija e A História de Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete; e A Viagem, Terra Nostra e A Casa das Sete Mulheres, na TV Globo. Fez história ainda no cinema, na literatura e influenciou outros tantos artistas e seus espetáculos.

Iniciou-se nas artes ainda em Pouso Alegre, vivendo o fervor da comunidade cultural da época. Esteve entre o grupo de artistas que lutaram e sensibilizaram a todos contra a venda do prédio do atual Teatro Municipal, reafirmando sua história e sua importância naquela época e, principalmente, para as futuras gerações, garantindo a continuidade daquele que viria a ser o maior símbolo da cultura da cidade ainda nos tempos atuais.

“Quanto às minhas apresentações no nosso Municipal, foram muitas, quando então a batalhadora Clarice Toledo promovia eventos e mais eventos e eu participei da maioria deles. Eu fiz lá ‘As Mãos de Euríce’, monólogo famoso de Pedro Block e mais recentemente, já como profissional, fui aí (à Pouso Alegre) na companhia de Paulo Guarnieri e representamos a ‘A farsa da esposa perfeita” (1990), com Inês Galvão, (também pouso-alegrense) João Camargo, Glaucia Rodrigues e o próprio Paulinho Guarnieri”, escreveu em 2010, em e-mail à Maria Lucia Saponara, na pesquisa de Stela Saponara para o acervo da Academia Pouso-alegrense de Letras.

Nessa mesma mensagem, Lafayette Galvão cita outro pouso-alegrense, Lúcio Marques, como seu eterno ‘homenageógrafo’ e destaca seu trabalho: “um batalhador do teatro”. Lúcio, também ator e diretor, reside no município e criou, entre outros projetos, uma mostra de teatro que leva o nome de Lafayette. “Eu, junto com o Teatro Experimental, tivemos o prazer de poder homenagear o Lafayette em vida através da Mostra de Teatro Lafayette Galvão. Isso foi muito importante, reverenciar um artista da cidade, conhecer as várias facetas do mesmo (ator, diretor, dramaturgo, autor) e deixar que seu nome e trabalhos não sejam esquecidos. E pra meu grande orgulho ser chamado por ele de ‘meu homenageógrafo’, assim que ele se referia a mim”, conta, com emoção, Lúcio Marques.

Lafayette Galvão faleceu no Rio de Janeiro, em 2019, aos 87 anos. À época diversos artistas,  profissionais da TV e do teatro, prestaram suas homenagens. Em Pouso Alegre, Lafayette está vivo no Teatro e no brilho de todo artista, de rua, de palco, de imaginação. Estará de volta entre nós, como sempre esteve, eternizado na Mostra de Teatro, na paisagem do nosso cotidiano, intenso em todos os detalhes de uma Pouso Alegre que, à sua luz, virou poesia.

"A’ tardinha, ao sol poente,
Dá uma tristeza na gente, 
Coisa que não se traduz...
E Pouso Alegre adormece, 
Rezando uma ardente prece
Ao Senhor São Bom Jesús."
- estrofe final de seu poema dedicado a Pouso Alegre: “Minha Terra”, de 1953 – Acervo da Academia Pouso-alegrense de Letras

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